Para que o último post faça total sentido, vale uma reflexão acerca do sentido da felicidade para o homem atual.
Ninguém realmente sabe o sentido da vida. Conjecturas, crenças e misticismo permanecem, por enquanto, não comprovados. Diante dessa incerteza, o homem busca simplesmente fazer o que está ao seu alcance: tentar ser feliz.
Para uns, ser feliz é ter o amor da sua vida, para outros, é exercer a carreira dos sonhos. O que é, no mínimo, intrigante é que a felicidade plena parece nunca chegar. Nunca estamos satisfeitos com nossa situação e isso é um mal que tentamos curar a qualquer custo. Inseridos neste mundo de cá, parece nossa felicidade está atrelada ao consumo. Como a cada dia novos produtos nos são mostrados, nossa vontade de consumir torna-se eterna e, nossa felicidade, efêmera - enquanto durar nosso deslumbramento com uma aquisição. E ainda somos capazes de nos acharmos seres desenvolvidos...
sábado, 6 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Desconstruindo um clichê
O ano de vestibular finalmente acabou. Essa certeza nós temos. O que nos é incerto, porém, é se a carreira escolhida nos satisfará.
O processo de escolha sofre algumas influências externas sendo a principal delas, ou a mais relevante, o retorno financeiro. Um ponto fundamental com o qual sou obrigado a concordar é : não faça sua escolha baseado em um salário. De fato, prezar antes o dinheiro que a realização dos seus sonhos pode ser catastrófico. O que deixa a desejar, contudo, é um argumento já clichê nos nossos dias: "Dinheiro não traz felicidade".
Dificilmente o dinheiro se tornará tudo na vida de um ser humano, é verdade. No entanto, me parece simples hipocrisia renegar "dinheiro", especialmente num mundo tão dependente dele. É possível até que a maioria dos que apelam para tal argumento sejam os mais ambiciosos e talvez tentem apenas ganhar tempo.
Infelizmente, desde pequenos já somos sutilmente influenciados a nos tornarmos consumistas em maior ou menor grau. Não necessariamente consumistas compulsivos, mas apenas o necessário para manter a roda girando. O ato de comprar deixou de ser uma vontade ou uma necessidade para ser hoje uma espécie de instinto do homem capitalista. Sendo assim, se o dinheiro não trouxer felicidade, certamente não será ele que a impedirá. O resto é da vontade de cada um.
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